Arquivo de ARTIGOS - Clube de Imprensa Oficial de Ponta Porã https://clubedeimprensapp.com.br/category/artigos/ Thu, 11 Sep 2025 15:28:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://clubedeimprensapp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/cropped-cropped-LOGO_CIPP_2025-scaled-1-32x32.jpg Arquivo de ARTIGOS - Clube de Imprensa Oficial de Ponta Porã https://clubedeimprensapp.com.br/category/artigos/ 32 32 A imprensa, a cidadania e a formação da opinião pública https://clubedeimprensapp.com.br/a-imprensa-a-cidadania-e-a-formacao-da-opiniao-publica/ Tue, 29 Jul 2025 20:04:03 +0000 https://clubedeimprensapp.com.br/?p=491 João Pedro Dias Vieira* A necessidade de comunicação e de transferência de informação entre os...

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João Pedro Dias Vieira*

A necessidade de comunicação e de transferência de informação entre os homens existe desde a época em que viviam de forma primitiva.

Os desenhos em cavernas mostram a intenção em transmitir informações visuais, possivelmente para terem certeza que seriam duradouras.

Portanto, a informação do grupo é anterior ao advento do jornal, que surge na Idade Média para atender às demandas sociais do período e evolui com a invenção da imprensa, que se liga ao desenvolvimento do capitalismo – um reflexo das novas relações do indivíduo com a sociedade.

Verifica-se que a imprensa é indissociável da idéia de cidadania e de formação da opinião pública, questões que trataremos neste artigo.

Os desenhos de animais feitos na pré-história, nas paredes de cavernas, demostram a preocupação do homem com a transmissão de informações, principalmente de atos importantes para a sobrevivência, como é o caso da caça.

Esses desenhos, que retratam a caça, com ferimentos provocados por armas ou lanças enfiadas em pontos vitais, poderiam servir, segundo Edgar Morin (1975), tanto para ensinar quais pontos deveriam ser atingidos quanto para dar confiança ao caçador sobre os objetivos almejados.

Ou mesmo as duas opções. A forma gráfica foi a primeira maneira encontrada pelos homens para se comunicarem e darem perenidade ao pensamento.

Segundo Helena Curtis (1977), não é possível precisar em que momento o homem começou a articular as palavras; mas, sabemos quando e como começou a se manifestar através da escrita. Os escritos de Moisés foram a primeira e mais forte influência sobre um número expressivo de pessoas no mundo ocidental, e até hoje são estudados os cinco livros que escreveu: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

Podemos dizer, também, que têm interferência sobre as ações dos homens e influenciam fortemente a opinião pública em diversos assuntos, principalmente os ligados à moral. A oralidade ganha força com os gregos, que se destacam pela oratória.

A palavra de Sócrates, por exemplo, só existe por meio dos escritos de Platão, que as imortalizou após transcrevê-las – preocupação que não teve seu mestre. Esses filósofos ainda exercem um poder sobre os homens com suas teses com­portamentais.

Não se pode manter as informações, se transmitidas oralmente. A força das idéias e os próprios ideais perdem-se sem a palavra escrita e seus significados.

Como temos limitações em nossa memória, a história oral restringe-se a assuntos essenciais, da ordem do mito e dos ritos. Ao mesmo tempo em que o discurso evoluiu da forma oral para a escrita, o homem passou a priorizar a vida individual em detrimento da vida em grupo.

A imprensa aparece dentro desse quadro de aumento crescente da população, que se distribui por todo espaço territorial, de dificuldade de comunicação direta com o grupo, decorrente da fragilidade dos laços com a comunidade.

Mesmo que esta tese seja contestada, o aumento da população provoca a dispersão e faz com que as pessoas agreguem-se em vários grupa­mentos, tais como religiosos, militares, políticos, sindicais ou quaisquer outros, em torno de um objetivo em comum.

Diante desse desafio, os detentores de poder procuram e encontram modos de se comunicar com o maior número de pessoas ou grupos para se fortalecer.

 

** é Jornalista, Mestre em Ciência da Informação pela ECO/UFRJ e Professor da FCS/UERJ.

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Ponta Porã está entre os 100 municípios mais ricos do agronegócio no Brasil https://clubedeimprensapp.com.br/ponta-pora-esta-entre-os-100-municipios-mais-ricos-do-agronegocio-no-brasil/ Tue, 29 Jul 2025 19:54:02 +0000 https://clubedeimprensapp.com.br/?p=486 Cidade é a segunda maior produtora de grãos de MS e se destaca com quase...

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Cidade é a segunda maior produtora de grãos de MS e se destaca com quase 2,4 milhões de toneladas de soja e milho

Ponta Porã figura entre os municípios mais ricos do agronegócio brasileiro, segundo levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O município sul-mato-grossense aparece na 21ª posição no ranking nacional dos 100 maiores do setor e é o segundo maior produtor de grãos de Mato Grosso do Sul, com destaque para a produção de soja e milho.

Conforme dados do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga MS), ferramenta da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), na safra 2022/2023 o município atingiu uma produção de 2,39 milhões de toneladas, resultado que consolida a força do setor rural na economia local e estadual.

O ranking, elaborado a partir da Produção Agrícola Municipal do IBGE, mostra que 14 municípios sul-mato-grossenses integram a lista nacional, somando juntos uma movimentação de R$ 30,5 bilhões em valor de produção em 2023.

O prefeito Eduardo Campos ressaltou a importância do agronegócio para o desenvolvimento de Ponta Porã. “É motivo de muito orgulho ver nossa cidade entre as que mais crescem no país. Em um universo com mais de 5,5 mil municípios, estar entre os líderes do agronegócio mostra o quanto nossa produção tem peso na economia do Estado e do Brasil”, afirmou.

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A Imprensa e o Dever da Verdade https://clubedeimprensapp.com.br/a-imprensa-e-o-dever-da-verdade/ Tue, 22 Jul 2025 01:28:48 +0000 https://clubedeimprensapp.com.br/?p=411 de Rui Barbosa Prefácio de Freitas Nobre, 3.a edição revista e atualizada Editora da Universidade de...

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de Rui Barbosa
Prefácio de Freitas Nobre, 3.a edição revista e atualizada
Editora da Universidade de São Paulo, 1990, 80 pp.

 

“A verdade antes de tudo, senhores” — isto é o que pedia Rui Barbosa na conferência “A Imprensa e o Dever da Verdade” publicada pela Universidade de São Paulo. Esse texto se deve a uma feliz iniciativa de Freitas Nobre, professor do Departamento de Jornalismo da Escola de Comunicação e Artes — ECA — onde funciona o Curso de Jornalismo. Suponho que deve ser uma das leituras programadas pelos professores no trabalho de formação da consciência dos seus alunos, futuros jornalistas.

Lendo-a, constatei que não existe grande diferença entre os vícios que cerceavam a imprensa na Primeira República e os que continuam a limitá-la neste final de século. Rui nunca chegou a pronunciar esta conferência de viva voz. Já estava muito doente naquele ano de 1920 que também marcaria o aparecimento de outro ensaio antológico do mestre baiano, a sua famosa “Oração aos Moços”.

Mas o que buscava Rui com aquela conferência dirigida aos jornalistas? Freitas Nobre escreve que o objetivo principal era o de atacar a corrupção que dominava a imprensa e fazer um chamamento aos princípios éticos que devem sempre nortear a vida do jornalista. Não é demais lembrar que Rui era jornalista também, e que muito se orgulhava dessa profissão. Por isto, fundamentado na sua longa experiência de articulista do jornal A Imprensa (vide Obras Completas, vol. 27), Rui não cessaria de lutar pela independência do jornalismo frente ao Governo Federal e outros poderosos. Por isto, escreve que para o jornalista o princípio fundamental, e do qual não pode abrir mão, é o que chama de “amor da verdade”. A verdade caríssima deve estar acima do amor da pátria e do amor da liberdade e, hoje, das razões de Estado. Escreve por isso o seguinte:

Cara nos é a pátria, a liberdade mais cara; mas a verdade mais cara que tudo. Damos a vida pela pátria. Deixamos a pátria pela liberdade. Mas pátria e liberdade renunciamos pela verdade. (pág. 58)

E como anda, nos dias de hoje, o respeito à verdade na imprensa brasileira? Parece, infelizmente, que não é lá grande coisa, sobretudo na chamada “grande mídia”. Em revistas semanais, são incontáveis os episódios em que jornalistas forjam dados na ânsia de ganharem notoriedade. E depois passam a responder na Justiça pelos crimes de calúnia e difamação.

Como na Primeira República, a corrupção continua sendo a grande inimiga da verdade. Quantas e quantas vezes na história do nosso jornalismo o dinheiro grosso calou as redações que poderiam denunciar um fato escabroso que apontava uma figura política de projeção ou a prática criminosa de uma grande indústria? No seu tempo, com grande destemor, Rui chegou a denunciar o nosso primeiro Presidente da República, o Marechal Deodoro da Fonseca, como um corrupto ao usar o Banco do Brasil para colocar no bolso de certa redação a vultuosa quantia de 200 contos de réis. E, de lá para cá, aquele banco oficial sempre foi pressionado pelos governantes para liberar empréstimos generosos que nunca foram pagos. Nos anos 50 eram contumazes clientes, que nunca pagavam os empréstimos, jornalistas como Assis de Chateaubriand e Samuel Weiner, proprietários de duas grandes redes de jornais e televisão e que influenciavam poderosamente na opinião pública.

Em contraposição a este quadro, a imprensa, quando é livre, imparcial e objetiva é, segundo Rui,

… a vista da Nação… que enxerga, o que malfazem; devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam e roubam, percebe onde lhe alvejam ou nodoam.

Exemplos deste papel temos, no passado, no jornal londrino Times e, recentemente, nos Estados Unidos, no Washington Post. O jornal inglês salvou praticamente o Exército na Guerra da Criméia quando denunciou, em 1854, que a administração militar era corrupta e péssima. Neste século, o Washington Post colocou o Presidente Richard Nixon no olho da rua quando descobriu a espionagem eleitoral no famoso caso de Watergate. No Brasil, temos também alguns exemplos de independência quando nos anos de 1953 e 1954 o jornal Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda, mostrou o famoso mar de lama que corria nos porões do Catete. O resultado disto foi o suicídio de Vargas a 24 de Agosto de 1954.

Finalmente, mais perto de nós, a imprensa teve um papel definitivo para extinguir a Ditadura de 1964 e no “impeachment” do Presidente Fernando Collor. Muitos jornalistas pagaram, e continuam a pagar, com a própria vida, a coragem de suas denúncias e o compromisso com a Verdade. Mas eles não têm e nunca terão outra alternativa se o dever da verdade está acima de tudo. Por isto, o jornalismo não é uma profissão para Sanchos que ouvem mais as razões do estômago do que o ideal que deve impulsioná-los. Para mim, em cada jornalista que merece este nome, sempre habitará o espírito de Dom Quixote à espera de uma “nueva salida”, ainda que seja contra moinhos de vento.

Antônio Ribeiro de Almeida

 

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Ponta Porã celebra 113 anos de história, cultura e desenvolvimento na fronteira com o Paraguai https://clubedeimprensapp.com.br/ponta-pora-celebra-113-anos-de-historia-cultura-e-desenvolvimento-na-fronteira-com-o-paraguai/ https://clubedeimprensapp.com.br/ponta-pora-celebra-113-anos-de-historia-cultura-e-desenvolvimento-na-fronteira-com-o-paraguai/#respond Fri, 18 Jul 2025 15:03:31 +0000 https://clubedeimprensapp.com.br/?p=347 Nesta sexta-feira (18/7), o município de Ponta Porã, carinhosamente conhecida como a “Princesinha dos Ervais”,...

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Nesta sexta-feira (18/7), o município de Ponta Porã, carinhosamente conhecida como a “Princesinha dos Ervais”, celebra 113 anos de emancipação político-administrativa. Uma trajetória marcada por resistência, identidade cultural rica, vocação econômica diversificada e o cenário único de integração com o Paraguai, o que a torna uma das cidades mais singulares do Brasil.

A data remete ao Decreto nº 617, de 18 de julho de 1912, que criou oficialmente o município. Apesar da instalação oficial ter ocorrido apenas em 25 de março de 1913, foi a data da criação que, décadas depois, passou a ser adotada como referência oficial para o aniversário da cidade.

Antes da chegada dos colonizadores e da formação do núcleo urbano, o território que hoje compreende Ponta Porã era habitado por povos indígenas Guarani, especialmente os Nhandevas e Caiuás. A ocupação sistemática da região ocorreu após a Guerra do Paraguai (1864-1870), quando o Exército Brasileiro começou a ocupar a fronteira.

Foi a erva-mate, abundante nos ervais nativos, que impulsionou a economia da região. Em torno desse recurso natural, formaram-se as primeiras comunidades, até que, em 1900, Ponta Porã foi elevada à condição de distrito e paróquia subordinada ao município de Bela Vista. A oficialização como município viria 12 anos depois, coroando o desejo de autonomia de uma população em pleno crescimento.

O município recém-criado abrangia uma enorme extensão territorial, chegando a incluir áreas que hoje pertencem a diversas cidades sul-mato-grossenses, como Dourados, Amambai, Mundo Novo, Iguatemi, Maracaju, Bela Vista, Jardim, Porto Murtinho, Sidrolândia e até Campo Grande.

Essa imensa área territorial reforça a importância histórica de Ponta Porã na ocupação do sul do estado. Ao longo do século XX, vários distritos foram se emancipando, reduzindo o território original, mas fortalecendo a cidade como polo regional.

De município a território federal

Um dos episódios mais curiosos da história de Ponta Porã foi sua transformação em Território Federal. Em 1943, durante o governo de Getúlio Vargas, o município deixou de integrar Mato Grosso e passou a ter status de território autônomo, com administração direta do governo federal. Essa condição especial durou até 1946, quando o território foi extinto pelo presidente Eurico Gaspar Dutra e reincorporado ao estado.

O breve período como território federal deixou marcas na estrutura urbana e institucional da cidade, que passou a receber maior atenção do governo central e investimentos em infraestrutura.

Crescimento econômico e força do agronegócio

Nas últimas décadas, Ponta Porã consolidou-se como um importante centro econômico da região sul do estado. Se no passado a economia girava em torno da erva-mate e da extração de madeira, hoje a cidade é impulsionada pela agricultura mecanizada, com destaque para o cultivo de soja e milho, além da pecuária de corte.

Um exemplo emblemático dessa vocação rural é a antiga Fazenda Itamarati, que foi por anos referência mundial em produtividade e tecnologia no cultivo de soja. A área deu origem ao atual distrito de Nova Itamarati, considerado o maior assentamento da América Latina e um dos mais populosos de Mato Grosso do Sul.

Fronteira viva: integração com Pedro Juan Caballero

Ponta Porã se destaca ainda por estar situada em uma fronteira seca com Pedro Juan Caballero, no Paraguai. As duas cidades formam um conurbado urbano com mais de 200 mil habitantes, que compartilham cultura, economia e até mesmo a língua. É comum ouvir por aqui o português, espanhol e guarani em uma mesma conversa, além do uso frequente de reais, guaranis e dólares no comércio local.

Essa integração dá à cidade uma dinâmica única, com características cosmopolitas que contrastam com a tranquilidade típica do interior. A fronteira também impulsiona o comércio e o turismo, com milhares de pessoas cruzando diariamente entre os dois países.

Cultura preservada e memória histórica

A identidade cultural de Ponta Porã é mantida viva por instituições como a Academia Pontaporanense de Letras, que incentiva a literatura e resgata a história local. Outro espaço importante é o Museu da Erva-Mate Santo Antônio, fundado em 1997, que reúne documentos, objetos históricos e uma biblioteca especializada com mais de 800 títulos.

Além disso, a cidade promove diversos eventos culturais e festivais típicos, que vão desde festas juninas até encontros literários e exposições fotográficas.

Curiosidades que marcaram a trajetória da cidade

Ponta Porã já teve quase 40 mil habitantes em seu território nos anos 1930, mesmo antes da divisão com outras cidades.

A população sempre valorizou o acesso à documentação civil. A criação da paróquia em 1900, por exemplo, foi motivada pela necessidade de registrar casamentos, nascimentos e propriedades localmente.

A cidade é uma das únicas do país onde o comércio funciona diariamente com três moedas diferentes circulando simultaneamente.

Até hoje, há forte influência do idioma guarani nas conversas cotidianas, especialmente entre moradores mais antigos e comerciantes de fronteira.

Um futuro construído com raízes profundas

Ao completar 113 anos, Ponta Porã reafirma seu papel como cidade estratégica para o Mato Grosso do Sul, combinando riqueza histórica, identidade cultural, potência agrícola e vocação para a convivência harmônica entre povos. Com os olhos no futuro, mas sem esquecer as raízes, a cidade continua a escrever sua história com orgulho, diversidade e muito trabalho.

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